Sem água, moradores do DF pagam por ar que sai dos canos. Veja vídeo

Quem mora em regiões afetadas pelo racionamento reclama que relógios de medição continuam a girar, mesmo com abastecimento interrompido.

Desde segunda-feira (16/1), várias regiões administrativas do Distrito Federal passam pelo racionamento. Para piorar a situação, moradores das cidades atingidas reclamam que, mesmo sem água, os hidrômetros que medem o consumo continuam a funcionar. Só que das torneiras sai apenas ar.



O estudante Eduardo Alencar (foto de destaque), 33 anos, é um dos consumidores que reclamam do problema. O morador do Gama teve a água cortada nesta quarta-feira (18), mas o relógio de medição continuou a girar. “Ao abrir as torneiras para ver se já tinham interrompido o abastecimento, percebi que o medidor seguiu funcionando”, disse.


Moradora de Ceilândia, Claudia Maria Rodrigues notou o mesmo problema. Ela fez questão de registrar o caso para provar a cobrança. A postagem com o vídeo (confira abaixo) em uma rede social ganhou repercussão e já foi vista mais de 174 mil vezes.


Segundo Claudia, a solução encontrada foi fechar o registro da residência para que o contador da água parasse de girar. Ela afirma que ficará de olho na conta: “O esperado, com o racionamento, é que a tarifa diminua. Se isso não ocorrer, vou tomar providências”.

Contagem com água ou ar?

O bombeiro hidráulico Bernardo de Sá explica que a denúncia procede e pode causar prejuízos aos consumidores. “O relógio marca de acordo com uma espécie de ventoinha que fica dentro do encanamento. Ela é movida tanto com água quanto com ar. Há quem instale equipamentos antes do medidor, mas o serviço é considerado ilegal, pois as tubulações são de responsabilidade da Caesb.”

Segundo o especialista, é possível minimizar a cobrança ao fechar o registro geral da residência e aguardar a volta completa do abastecimento. “Dessa forma, o ar nos tubos da rua sairá nas outras casas primeiro”, complementa o profissional da loja Doutor Faz Tudo, na Asa Norte.


“Baixa interferência”

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) informou, por meio de nota, que o fenômeno de circulação de ar nas tubulações pode ocorrer. “Mas é importante esclarecer que o fator tem baixa interferência na medição geral da conta de água”, argumenta a empresa.

Ainda segundo a Caesb, contas acima da média histórica do usuário são retidas para a análise com intuito de evitar prejuízos aos cidadãos.


Pra inglês ler (Odilon de Oliveira)



“As companhias tem vários argumentos, a criatividade é tão grande que a Cesan, (Companhia Espírito Santense de Saneamento) empresa responsável pelo abastecimento de água no Espírito Santo, alega que o ar que entra pela rede é compensado posteriormente, pois o mesmo retorna de volta, a empresa nunca explicou como ar que passa pela boia da caixa d´água retornaria pelo cano, uma espécie de ar adestrado? Inteligente? O fato é que mesmo com a falta de água as contas dispararam e não baixam, talvez a falta de água tenha tido algo positivo, tenha revelado que por trás das altas contas de água não esta somente o desperdício ou consumo exagerado.”




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