Prepare o bolso: Contas de água e luz ficam mais caras no Distrito Federal



Neste último sábado (22), passou a entrar em vigor as novas taxas na tarifa de energia elétrica do Distrito Federal. Segundo a Companhia Energética de Brasília (CEB), o reajuste médio das contas será de 3,42%. O ajuste faz parte da quarta revisão tarifária periódica da companhia, que foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no dia 18 de outubro.

Os consumidores residenciais – baixa tensão – terão reajuste de 4,62%. Já para as indústrias e grandes comércios – alta tensão -, o aumento será de 1,04%. De acordo com a CEB, a revisão tarifária periódica tem como objetivo analisar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. “A análise é feita com base nos custos, investimentos e ganhos de produtividade da empresa”, informou em nota.

Em 2015, o reajuste foi de 19,25% para os locais de alta tensão e de 18,36% para as unidades de baixa tensão. No mesmo ano, a Revisão Tarifária Extraordinária – reajuste concedido pela Aneel em casos específicos – chegou a 28,6% e 22% nas unidades de alta e baixa tensão, respectivamente.

Reduzir o consumo

Além deste aumento nas tarifas energéticas, foi divulgado nesta segunda-feira (24), pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), a cobrança de 20% referente à taxa de contingência, nas contas de água. O motivo é que o volume de água do Rio Descoberto, responsável pelo abastecimento de 65% do DF, está em 24,97% e pode ser considerado em estado de restrição de uso. O reservatório de Santa Maria está em 43,03%, também abaixo dos 60% considerados o mínimo ideal.

A medida vai afetar quem consome mais de 10 metro cúbicos – 10 mil litros – de água por mês. “A tarifa de contingência é um instrumento de planejamento que vem exatamente para evitar um mal maior, que é a gente precisar a vir ter que enfrentar um racionamento”, explica o presidente da Caesb, Maurício Luduvice.

De acordo com Luduvice, a companhia já possui um plano de contingência, caso venha acontecer um racionamento. “Será um momento muito difícil para nós e para a população, mas nós estamos nos preparando para isso”, assume. O presidente assegura que será inevitável o desabastecimento em algumas áreas, que são abastecidas pelo Rio Descoberto e por Santa Maria.

A cobrança da tarifa de contingência será feita daqui 30 dias e é válida para todas as unidades que recebem o abastecimento da Caesb. No entanto, nas contas do próximo mês já serão emitidos alertas para os consumidores ficarem atentos à tarifa.

A expectativa da companhia é de que as pessoas atinjam de 10% a 15% de redução. “Mas, a meta é a seguinte: quem puder fazer o máximo possível, que faça. A gente incentiva redução de até 20%, mas vai depender do consumo e hábitos de cada um”, realça o presidente da Caesb.

Luduvice estima que a arrecadação mensal com a tarifa deve ficar entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões. Este recurso será utilizado em campanhas educativas, perfuração de poços artesianos, reposição de equipamentos danificados, novas fontes de captação e em investimentos emergenciais.

Unidades que prestam serviços de caráter essencial, como hospitais, hemocentros, centros de diálise, prontos-socorros, casas de saúde e estabelecimentos de internação coletiva ficam isentos da taxa de 20%.

Consumidor sente no bolso

O aposentado José Marcos, de 55 anos, morador de Águas Claras, acredita que o aumento das taxas não vai impactar na redução do consumo. “O que é gasto é gasto, não há como reduzir. Há muitos anos, a gente vem só economizando, não tem mais o que fazer”, desabafa o consumidor, que alega que terá que usar da poupança para conseguir pagar o aumento das tarifas.

Entretanto, a vendedora Cibele Soares, de 42 anos, moradora de Taguatinga, acredita que o aumento nas taxas pode sim diminuir o consumo. “Gasto cerca de 400 reais por mês entre conta de água e luz. Agora, o jeito é tentar economizar”, conta. “Mas, o fato é que até as pessoas se adaptarem a essas novas tarifas o gasto vai aumentar consideravelmente no final do mês”, conclui.

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